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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 10/10 às 14h01min

Bolsas da Europa fecham em queda com Itália e Brexit no radar

Estadão Conteúdo
Os mercados acionários da Europa fecharam em forte queda nesta quarta-feira (10) com alguns dos principais índices em baixa de mais de 2%, à medida que investidores monitoram tensões na Itália com a apresentação do plano orçamentário ao Parlamento. Já as declarações do negociador-chefe para o Brexit da União Europeia (UE), Michel Barnier, impulsionaram a libra, o que penalizou exportadoras. O índice Stoxx-600 registrou queda de 1,61%, aos 366,93 pontos.
O índice DAX, de Frankfurt, fechou as negociações em queda de 2,21%, aos 11.712,50 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 2,11%, para 5.206,22 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,27%, aos 7.145,74 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,71%, aos 19.719,04 pontos. Já em Madri, o Ibex 35 caiu 1,05%, para 9.162,90 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, registrou queda de 2,19%, aos 5.035,86 pontos.
O governo da Itália apresentou nesta quarta-feira sua proposta orçamentária à Comissão Orçamentária do Parlamento, confirmando os números preliminares divulgados anteriormente. O ministro da Economia, Giovanni Tria, qualificou as projeções como "prudentes e não otimistas" e disse que as autoridades não devem se basear apenas nos cenários mais pessimistas. Segundo a agência Ansa, no entanto, o Escritório Orçamentário do Parlamento não validou o documento por julgar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) muito otimistas. Tria disse que, mesmo sem o aval do órgão, o governo considera apropriado confirmar as provisões. O ministro reafirmou que o orçamento se manterá dentro dos limites da UE.
Além disso, o negociador-chefe para o Brexit da União Europeia (UE), Michel Barnier, afirmou no Parlamento Europeu que a maior parte do acordo para a saída do Reino Unido da UE já foi acertada, mas pontos importantes, como a fronteiras das Irlandas e governança, ainda permanecem sem um entendimento comum. As declarações impulsionaram a libra, o que penalizou exportadoras do continente. Em Londres, as ações da BHP Billiton recuaram 2,80% e as da Antofagasta caíram 5,53%.
"O mercado de moedas reage à existência de um acordo, já que se temia que nenhum acordo fosse feito", explicou um operador da City londrina ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Como as informações de Barnier foram conhecidas muito no final do fechamento, é possível que haja espaço para intensificação das tendências amanhã (quinta-feira) pela manhã", aponta, acrescentando que os pregões do continente também tendem a acompanhar a continuidade dos negócios nos principais mercados internacionais depois do encerramento de suas atividades, como o de Nova York e o asiático.
Ainda compõem o cenário as revisões para baixo nas projeções de crescimento global. Na terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções do crescimento global para este ano de 3,9% para 3,7%, ao passo que a expansão da zona do euro também foi revisada para baixo, de 2,2% para 2,0% em 2018. Também a queda acentuada do petróleo, de olho no furacão Michael e na oferta, prejudicou papéis do setor. Em Londres, os da BP caíram 1,69% e os da Royal Dutch Shell recuaram 1,25%, enquanto os da E.ON, em Frankfurt, registraram queda de 2,42%.
 
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